Atualizado 31/05/2018

Ação policial garante segurança a desmobilização dos caminhoneiros no RS

Comboios saíram em rodovias diferentes do Estado para apoiar os manifestantes que tiveram suas reivindicações atendidas.

Foto: Guilherme Testa
Foto: Guilherme Testa

Em uma ação forte para tirar os caminhoneiros das margens de rodovias e postos de combustíveis do Rio Grande do Sul, o Comando Militar do Sul, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Brigada Militar (BM) se uniram. No início da tarde desta quarta-feira os três comboios saíram em direções diferentes do Estado. Um seguiu para a região Sul, pela BR 116, até Jaguarão; pela BR 386 tendo destino Passo Fundo; e um na BR 290, em direção à Uruguaiana.

 

A finalidade era a mesma. Segundo o chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militardo Sul (CMS), general Carlos José Assumpção Penteado, a palavra de ordem é colocar os caminhões nas estradas. É isso que queremos", afirmou antes do início das operações. A iniciativa, que reuniu esforços, complementou a ação "corredor seguro" iniciado na terça-feira, quando houve aumento de efetivo nas rodovias.

 

O comboio buscou, segundo o chefe do Centro de Coordenação de Operações, dar segurança aos caminhoneiros que queriam seguir viagem e que tiveram suas reivindicações atendidas pelo governo. "Queremos separar os que já tiveram o atendimento dos seus pedidos pelo governo daqueles outros que estão se aproveitando da situação que estamos enfrentando agora", disse.

 

Nesta mesma linha, o superientende da PRF, João Francisco de Oliveira, ressaltou que a primeira ação foi para que não houvesse rodovias bloqueadas, e que agora é manter o fluxo seguro. "O Estado tem urgência que todos caminhões circulem ", afirmou.

 

Apenas do Exército foram destacados 150 homens e cerca de 20 viaturas para a ação. Uma das maiores preocupações era garantir assim o abastecimento das cidades do interior, fazendo com que os caminhões cheguem a essas cidades.  Com os comboios também ocorre melhor uso dos recursos das três instituições, que até o momento faziam escoltas de apenas alguns itens, como combustível e medicamentos. "Não temos prioridades. Todos os que quiserem podem ingressar no comboio", declarou.

 

Na prática, ao longo de um dos trajetos, a BR 116, integrantes da PRF e Exército paravam nos pontos de manifestação e conversavam com manifestantes. A ideia era que os atos poderiam ser mantidos desde que ninguém fosse coagido a parar, como vinha ocorrendo. Na entrada de Tapes, onde foram colocadas várias faixas de apoio ao protesto e uma carreta no canteiro central, a concentração de manifestantes era pequena. Com cerca de 40 pessoas. O pedido da PRF foi da retirada de faixas e da carreta, por segurança.

 

Um dos pontos mais críticos era em Camaquã, onde num posto de combustível estavam dezenas de caminhões parados Logo após a chegada do efetivo, eles começaram a sair tanto em direção à Capital como a Pelotas. Alguns caminhoneiros decidiam por permanecer e até xingavam aqueles que abandonavam o movimento. Houve ainda caminhão com vidros quebrados e protegidos por sacola plástica.

 

Liberação 

 

Antes de o comboio passar uma ação da PRF foi realizada em um posto de combustíveis em Guaíba. Localizado às margens da BR 116, o pátio do estabelecimento tinha a presença de caminhões, especialmente de tora de madeira, da empresa que fica ao lado. Isso porque quando tentavam sair, acabavam sendo parados por manifestantes.

 

Com receios muitos optaram por ficar. Com a chegada dos agentes, rapidamente eles foram deixando o local e o pátio ficou vazio, apenas com carros que estavam numa fila para abastecer. Alguns manifestantes criticaram a postura policial de esvaziar o protesto. Tratores que estavam na beira da rodovia também tiveram que deixar o local.

Fonte: CP
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