Atualizado 04/01/2018

Força Nacional e Exército trarão “mais efetividade” na segurança, diz secretário de segurança de Porto Alegre

Prefeitura aguarda resposta da União sobre pedido de auxílio das forças federais no dia do julgamento de Lula.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr / CP
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr / CP

O secretário de Segurança de Porto Alegre, coronel Kleber Senisse, disse, em entrevista à Rádio Guaíba, que o reforço da Força Nacional e do Exército trará “mais efetividade” nas ações de segurança traçadas pelo gabinete de crise – formado pelos governos federal e do Estado e pela prefeitura para desenvolver uma “rede de segurança” no dia 24, quando ocorre o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Capital gaúcha.

 

“A instalação do gabinete de crise foi feita e, após isso, as ações são desencadeadas para que se faça um evento para preservação da vida, onde todos os órgãos participem de forma afinada para se que se crie uma rede de segurança. O documento (enviado pelo prefeito Nelson Marcehzan ao presidente Michel Temer solicitando o reforço da Força Nacional e do Exército) está colaborando para que a gente tenha mais efetividade na ação”, garantiu o secretário.

 

Há pelo menos duas semanas, o gabinete de crise está se reunindo para traçar as estratégias. Contrapondo a opinião da prefeitura, o secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer, acredita que não há a necessidade de solicitar ajuda da União para a segurança do evento, inclusive para “não criar um ambiente de guerra”.

 

O gabinete garante que pretende preservar o direito de manifestação no dia do julgamento, segundo Senisse. “Vamos tomar cautela para coibir qualquer tipo de violência. A nossa intenção é de prevenção e isso envolve uma visão técnica do assunto. Vamos preservar a lei e o direito de manifestação”, disse Schirmer.

 

Ainda não há previsão de quantas pessoas se reunirão no entorno do Tribunal Regional Federal 4 (TRF-4) no dia do julgamento. De acordo com Senisse, o setor de inteligência do gabinete deve estudar esse número, para elencar locais onde serão permitidas manifestações. A área do entorno do TRF-4 deve ser isolada, inclusive para preservar prédios vizinhos ao Tribunal. A Corte distribuirá senhas para quem quiser acompanhar o julgamento.

Fonte: CP
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