Atualizado 07/12/2017

Operação contra tráfico em Porto Alegre termina com 38 presos

Quadrilha era comandada por preso federal e atuava em três bairros da Capital.

Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP
Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira um total de 38 integrantes da organização criminosa liderada pelo traficante conhecido como Peixe. A operação Torre de Babel foi desencadeada pela 19ª DP de Porto Alegre, sob comando do delegado Juliano Ferreira, sendo realizada em Porto Alegre e Viamão, na região Metropolitana. Cerca de 250 agentes cumpriram 105 ordens judiciais, sendo 48 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de prisões temporárias e 12 mandados de sequestros de veículos. Peixe havia sido transferido em julho deste ano, junto com outros 26 criminosos considerados de alta periculosidade, para o sistema prisional federal. Ele encontra-se na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

 

Na ação de hoje, foram apreendidos mais de 60 mil pinos utilizados como embalagem para cocaína, em torno de R$ 10 mil em dinheiro, cinco veículos incluindo um táxi, quatro radiocomunicadores e três armas, além de dez quilos de maconha e dois quilos de cocaína. Entre os presos estão gerentes das bocas de fumo, vendedores, olheiros, seguranças e até taxistas que trabalhavam para o traficante.

 

Tráfico em três bairros de Porto Alegre 

 

As investigações duraram em torno de um ano. A quadrilha comandava o tráfico de drogas nos bairros Glória, Cascata e Embratel, na Capital, onde usavam drones para monitorar uma eventual movimentação policial na área, além de manterem contatos com o grupo dos V7 na vila Cruzeiro do Sul. A organização atuava também em dois bairros de Viamão.

 

Durante a operação de ontem, os policiais civis foram até o Beco da Servidão, na estrada das Bastillanas, na Capital, onde fica a mansão de Peixe, protegida por muros altos, cerca elétrica e arame farpado. Para chegar no local, os agentes estavam fortemente armados e até com o carro-forte da corporação.

 

Alçapão para fuga 

 

A luxuosa residência, de dois pavimentos, tinha mobília completa, banheira de hidromassagem, piscina e quiosque de churrasqueira. No pátio havia um alçapão escondido que possibilitava uma fuga de emergência para fora da moradia. No momento da chegada dos agentes, um indivíduo escapou pelo mesmo. Na região, os agentes depararam-se ainda com a construção de um prédio que serviria como albergue dos integrantes da organização criminosa.

 

Mesmo preso, Peixe seguia à frente da organização. Segundo o setor de investigação da 19ª DP, a mulher dele ficou no comando e o informava de tudo, durante as visitas no estabelecimento prisional. Durante o trabalho investigativo, em outubro deste ano, um casal e dois filhos foram presos pelos policiais com mais de 40 quilos de cocaína, um fuzil e duas pistolas, em um apartamento no bairro Partenon, na Capital.

Fonte: CP
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