Atualizado 29/05/2018

Governo fala em retomada gradual da normalidade e dá greve como resolvida

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional Sérgio Etchegoyen diz que prioridade é a área da saúde.

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O governo federal dá como resolvida a questão da greve dos caminhoneiros que paralisou praticamente todo o país desde a semana passada. Alguns pontos do Brasil ainda registram manifestações, mas em número reduzido. Em entrevista nesta segunda-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, comunicou que o processo de negociação com os caminhoneiros foi encerrado, e o governo espera agora a retomada do abastecimento do país. "Começa a haver retomada, mas ainda não é o que gostaríamos que acontecesse. Ainda (está) lento", ressaltou.

 

Segundo o ministro, dos 1,2 mil bloqueios, 728 foram desfeitos, o correspondente a 56%. Ainda restavam, até as 8h desta segunda-feira, 557 pontos de mobilização. "Temos que fazer com que nossos motoristas fiquem conscientes do quanto são importantes e o quanto necessitamos que voltem à normalidade as nossas estradas", destacou. Padilha citou que que há infiltrados no movimento com interesses políticos.

 

Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, ressaltou que as principais lideranças do movimento estão cumprindo o que foi acordado. "A gente precisa que a sociedade que apoiou os caminhoneiros nessas conquistas não seja sacrificada pelo desabastecimento. A greve está resolvida. Precisamos que os caminhoneiros voltem a trabalhar. Há relatos de constrangimentos de alguns caminhoneiros que querem voltar a trabalhar, mas não estão conseguindo fazer".

 

Sérgio Etchegoyen. ministro do Gabinete de Segurança Institucional esclareceu que a normalidade dos serviços de todos os itens não será imediata. "Já abastecemos os principais aeroportos do País. Já normalizamos o abastecimento para as termelétricas mais importantes, de Rondônia e Roraima. Estamos agora com prioridade absoluta para a área de saúde", declarou.

 

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), uma das entidades que não haviam aceitado a proposta inicial, confirmou a assinatura do novo acordo para pôr fim à paralisação dos caminhoneiros autônomos. Pela manhã, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, anunciou que, para cumprir o acordo anunciado no dia anterior pelo presidente Michel Temer, a carga tributária será redistribuída. Segundo ele, o máximo a que será possível compensar é R$ 0,16, que deverão vir da reoneração da folha de pagamentos, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. O restante, R$ 0,30, virá do Orçamento da União.

 

O custo da redução do preço do diesel em R$ 0,46 por litro deve ficar em R$ 9,5 bilhões este ano. O ministro afirmou ainda que não há "disponibilidade fiscal" por parte do governo para fixar mais reduções de preços de combustíveis. Atendendo aos caminhoneiros, Temer informou, entre outras medidas, que o preço do óleo diesel será reduzido em R$ 0,46 por litro nas bombas por 60 dias. Outra medida é isenção da cobrança de pedágio para os caminhões que circularem com eixo suspenso em todo o país.

Fonte: CP
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