Atualizado 16/04/2019

Governo nega ser refém dos caminhoneiros e afirma que dialoga com categoria sem chantagens

Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse que conversas ocorrem por WhatsApp

Depois de anunciar medidas para aplacar as demandas dos caminhoneiros e as ameaças de novas paralisações, o governo negou que tenha se tornado "refém" da categoria. "Não é se entregar à chantagem de caminhoneiro, é ter consciência da importância", afirmou o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. Em sua fala, ele reclamou que o governo está sendo cobrado como se estivesse "no terceiro mandato" e afirmou que o modal rodoviário não é o ideal para o País, mas foi o escolhido há muitos anos. "Está errado o modal rodoviário, mas fizeram essa besteira há muito tempo. Até conseguirmos instalar modal ferroviário e fluvial leva tempo", afirmou.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse que os caminhoneiros querem condições mínimas, como estradas em boas condições, e que o governo tem que prover. "Não tem pleito absurdo, são construídos com diálogo, sem chantagem." Segundo o ministro, o governo vem conversando com representantes dos caminhoneiros, por meio do WhatsApp. Uma das medidas que serão adotadas é colocar nos novos contratos de concessão construção de pontos de parada nas estradas. Também serão alterados os contratos atuais com as concessionárias para "impor" a construção desses pontos. "Hoje é obrigatório o descanso, mas não tem lugar. O caminhoneiro é quase que impelido a seguir em uma jornada suicida", afirmou.

Já ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que os governos anteriores foram reativos, agindo apenas depois das paralisações. "Seremos proativos. Vamos construir o cartão caminhoneiro para dar estabilidade no preço do diesel", afirmou. Lorenzoni defendeu que mesmo a linha que será criada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para caminhoneiros, inicialmente prevista em R$ 500 milhões, poderá ser ampliada, se for necessário. "É demasia exigir que em 100 dias governo tenha solução para todos problemas construídos em 50 anos", completou.

Fonte: CP
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